Homem é assassinado a tiros em Petrolina, no Sertão de Pernambuco

Na noite deste domingo dia (12), por volta das 22:00, um homem foi morto por disparos de arma de fogo na Rua 04, do bairro Mandacaru, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Segundo informações do Site Vale em Foco, a vítima era conhecida como “Kekê”. O corpo foi removido pelo IML, e a Polícia Civil investiga o caso.

Municípios de Pernambuco e Paraíba: A região não virou mar, mas o rio chegou ao Sertão

A região não virou mar. À seca ainda castiga o bicho homem e demais seres vivos no semiárido, emoldurados na paisagem esturricada pela estiagem que dura seis anos. A dura convivência da sede com a secura, da coragem com a inclemência do clima marca uma história em que a desesperança é amenizada pela resiliência, essa resistência adaptativa que faz a força do sertanejo ante a realidade.

A região não virou mar, mas o rio chegou ao Sertão. A Transposição do São Francisco, ideia antiga, sempre postergada e atrasada, começa a mudar a vida da população. Ao longo de 217 km, um novo e precioso fio de água pode ser visto do alto, atravessando municípios de Pernambuco e Paraíba. O canal que leva a redenção do São Francisco virou atração e motivo de satisfação. "Olha aí, a água do Chico chegou. Depois de séculos, mas chegou", disse o jovem Rafael, ao tirar uma foto ao lado do canal em Monteiro (PB), resumindo o sentimento dominante. A incredulidade cedeu espaço à euforia que deixa as pessoas em transe diante da água a perder de vista, no canal ou represas que se transformam em gigantescas piscinas. Muitos se jogam para nadar, numa atitude perigosa: dois homens morreram afogados em Floresta, depois de algumas braçadas na emoção.

A inauguração do Eixo Leste, em Monteiro, na sexta, foi um momento de incontida e justificada alegria, não apenas para o povo diretamente beneficiado, mas para todos os nordestinos. A entrega parcial da obra mostra que é possível mudar uma realidade secular. A inundação rápida de um leito de rio seco, através do jorro de esperança transparente, foi um momento há muito esperado. O acionamento das comportas, em Sertânia, repleto de autoridades, juntou o protocolo político à consumação do sonho de gerações.

As águas do Velho Chico precisam de mais obras para se espalhar no Agreste e no Sertão em Pernambuco. Sem a Adutora e o Ramal do Agreste, a Adutora do Moxotó, a Barragem de Serro Azul e outras obras hídricas, que podem levar anos para serem concluídas, o alcance da no Estado será aquém do potencial atingido na Paraíba, por exemplo. O déficit hídrico irá perdurar enquanto os investimentos necessários não forem feitos, seja pelo governo estadual ou pela União. Este é um assunto, que está no Editorial do JC desta segunda-feira (13), e que rende disputas infundadas. "Estamos aqui pagando uma dívida", afirmou, o presidente Michel Temer. Dívida que não foi saldada nem por ele nem pelo governo Lula, que iniciou a obra sem terminá-la. A disputa pela paternidade da obra pública já é fora de propósito ao macular a finalidade republicana do bem coletivo com a exploração populista de supostos méritos para exaltação individual.

Investimentos militares no governo Temer crescem 36%

Investimentos militares no governo Temer crescem 36%Sob pressão desde que assumiu o governo, o presidente Michel Temer usou a “tática do orçamento” para manter uma relação tranquila com os militares. Ao contrário do que fez Dilma Rousseff (PT), que cortou gastos na área, Temer aumentou os investimentos militares em 36%, se comparado ao ano anterior.

Se em 2015 foi prevista pelo Ministério da Fazenda a liberação de R$ 6,73 bilhões para o setor, no fim de 2016 este valor já chegava a R$ 9,15 bilhões, um total de R$ 1,85 bilhão a mais do que estava previsto no Orçamento. Para este ano, o cifra é ainda maior: R$ 9,7 bilhões, embora o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirme que o número deverá sofrer algum corte. “O contingenciamento poderá ocorrer, está sendo discutido”, diz.

Cabe a ele comandar a pasta com o segundo maior investimento por parte do governo, à frente até mesmo da Educação, que recebeu apenas R$ 5,7 bilhões em 2016.

O cenário fez muita gente lembrar das últimas manifestações Brasil afora, em que alguns grupos foram vistos pedindo a volta da ditadura militar. No entanto, o governo faz questão de rechaçar qualquer tipo de ação nesse sentido.

Para onde segue este dinheiro? Cada Força tem suas prioridades. A Marinha investe no programa de submarinos convencionais e nuclear, a Aeronáutica foca nos caças suecos Gripen e na fabricação do cargueiro e avião-tanque KC-390, da Embraer, enquanto o Exército investe no programa de proteção de fronteiras e na troca da sua frota de blindados pelo modelo Guarani.

Apesar do aumento nos investimentos, Raul Jungmann defende que os valores destinados à Defesa estão muito abaixo do aconselhável e do necessário. “Houve uma recomposição, na qual trabalhamos, mas ainda falta muito para voltarmos ao pico do começo da década de 2010”, afirmou o ministro.

Governador de Pernambuco desmente balanço extra-oficial de 80 assassinatos no fim de semana

Paulo-Câmara2O governador Paulo Câmara desmentiu, na manhã desta segunda-feira (13), a informação extra oficial que estaria circulando no estado, de que Pernambuco teria vivido o final de semana mais violento dos últimos anos, com 80 assassinatos registrados.

“Não procede. Os dados oficiais serão divulgados no momento certo. Estamos trabalhando muito para ter um estado seguro. O momento não é fácil. A situação não tá boa. Mas temos a certeza que o trabalho iniciado e que está buscando desarticular o crime organizado, combater o tráfico de drogas, evitar o número de homicídios e roubos, está acontecendo. A gente tem certeza que Pernambuco vai reverter os números. Mas é importante não cair nessa onda de boato, como aconteceu no carnaval. Vamos esperar os dados oficiais“, ponderou o gestor, quando questionado sobre o assunto, durante a solenidade de descerramento da pedra fundamental da InBetta, fábrica de produtos para utilidades e produtos domésticos e industriais, em Paulista.

Perguntado se haveria a possibilidade de novas mudanças na gestão da segurança pública, Câmara disse: “As mudanças ocorreram e estão ocorrendo ainda a partir do trabalho dentro dos méritos que o coronel Vanildo Maranhão e o delegado Joselito Amaral, acharem importantes“, adiantou.

O governador aproveitou para reforçar a confiança no programa Pacto pela Vida. “É um programa que muda o tempo todo. está em constate transformação. Nos reunimos toda semana para mostrar onde estão ocorrendo os problemas e onde estamos avançando. Como não está acontecendo essa diminuição, ele está sendo questionado. Os resultados não vieram ainda, mas vão vir e a bandidadem não vai prevalecer no nosso estado. Nós vamos enfrentar como estamos enfrentando“, garantiu Paulo Câmara.

A lista: PSDB e PMDB tramam deixar só o PT no lixo

Deputados e senadores traçam estratégias de redução de danos enquanto aguardam, ansiosos, a abertura dos dados da delação da Odebrecht que resultarão na nova leva de pedidos de inquérito contra políticos. Dizem que a lista de Rodrigo Janot tende a nivelar todo mundo por baixo e que agora só resta buscar o menor dos males. PSDB e PMDB querem convencer que seus pecados estão restritos ao caixa dois e vão tratar o PT como “a única sigla que tem o CNPJ em apuração criminal”.

Tanto petistas como tucanos e peemedebistas concordam que o ambiente de descrença generalizada nos políticos abre espaço para o PT rebater qualquer ação mais dura contra Lula com o discurso de que o ex-presidente é alvo de perseguição por parte de Sergio Moro.

A tese a ser explorada é seguinte: se as delações da Lava Jato agora mostram que todos estavam envolvidos em malfeitos, porque somente o ex-presidente sofrerá consequências?

Entre os mais de cem políticos implicados nas delações da Odebrecht, o que mais recebeu propinas, segundo os depoimentos, foi o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB).  (Coluna Painel - Folha de S.Paulo)

Tensão domina Brasília com a “delação do fim do mundo”

Os telefones das assessorias de imprensa da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal (STF) dispararam na última quinta-feira. Circulava por Brasília um boato de que arquivos com as delações de 78 ex-funcionários da construtora Odebrecht haviam sido transferidos do primeiro órgão para o segundo. Era o primeiro passo necessário para que seus conteúdos se tornassem públicos, caso o ministro Edson Fachin decida, como se espera, derrubar o sigilo a pedido do procurador-geral, Rodrigo Janot.

Até um cidadão, impaciente com a lentidão da confirmação pelos jornais, decidiu arriscar a sorte no canal de atendimento aos jornalistas. A confusão se originou porque, mais cedo, neste mesmo dia, o STF começou a recolher HDs (discos rígidos) de veículos de imprensa, a pedido dos próprios jornalistas, para que, se liberados, os documentos consigam chegar às Redações e ao público com mais facilidade. Brasília, já tensa, segurou a respiração.

O conteúdo das delações promete espalhar a crise gerada pelas investigações da Lava Jato para um amplo número de políticos importantes de Brasília e de diversos Estados. Há indícios de que caciques do PMDB, PT e PSDB foram implicados. E se espera que o Planalto de Michel Temer seja atingido com força. Diante de sua magnitude, o pacote de acordos ganhou o apelido de delação do fim do mundo.

O que pode acontecer com divulgação da Lista de Janot

Folha de São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar, hoje, cerca de 80 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos citados em delação da Odebrecht.

Mas quais serão os desdobramentos do pedido —já popularizado como "lista de Janot"— depois que ele chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal)? Veja abaixo como deve ser a tramitação:

O QUE ACONTECE AGORA...

1. Os pedidos serão feitos ao relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin

2. No pedido, a PGR (Procuradoria-Geral da República) relata fatos e pessoas que devem ser investigados e deverá pedir que inquéritos não tenham sigilo

3. A PGR diz qual o foro adequado para tratar daquele caso: se fica no STF ou se deve ser desmembrado para outras instâncias.

Têm foro no STF (Supremo Tribunal Federal): senadores, deputados federais e ministros;

No STJ (Superior Tribunal de Justiça): governadores, vice-governadores e conselheiros de tribunal de contas;

No TRF (Tribunal Regional Federal): prefeitos;

E, na Justiça Federal, todas as demais pessoas sem foro privilegiado

4. Fachin decide se a investigação deve ser aberta ou arquivada e se declina a competência para outras instâncias

...E NO STF

5. Fachin não tem prazo para decidir sobre pedidos da PGR. No entanto, a expectativa é que ele não demore para analisar o material

6. No inquérito aberto, os investigadores juntam provas para saber se há indícios de autoria e materialidade dos crimes

7. Os procuradores podem apresentar denúncias ao fim de cada investigação ou pedir o arquivamento

8. No STF, a denúncia precisa ser analisada em colegiado. Quem decide casos de senadores, deputados federais e ministros é a Segunda Turma do Supremo (5 ministros).

Já os presidentes da República, do Senado e da Câmara têm o caso analisado no plenário da corte, por todos os 11 ministros.

RETROSPECTIVA

1. A primeira "lista de Janot" chegou ao STF em 6 de março de 2015

2. A PGR já apresentou 20 denúncias, com 59 acusados

3. Cinco casos foram recebidos pelo STF, ou seja, os acusados viraram réus. Destes, dois processos foram encaminhados para o juiz Sergio Moro porque o político perdeu foro (no caso, o ex-deputado Eduardo Cunha, do PMDB-RJ). Seis inquéritos foram arquivados. Os demais ainda estão em análise.

De volta, Padilha participa de reunião sobre segurança

O ministro Eliseu Padilha reassumiu a Casa Civil na manhã desta segunda-feira (13). Ele participa da reunião sobre segurança com o Gabinete de Segurança Institucional.

Homem forte do governo Michel Temer, Padilha retorna ao ministério em meio à expectativa de ter seu nome na lista de pedidos de abertura de inquérito decorrentes das delações de executivos da Odebrecht. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve entregar a relação esta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Fontes do governo afirmam que Padilha é peça fundamental na interlocução com o Congresso para garantir a aprovação das mudanças na Previdência e de outras reformas consideradas fundamentais para o governo Temer. “O Padilha é importante para o governo. E a reforma da Previdência é uma prioridade para o País”, disse o presidente da comissão da reforma, deputado Carlos Marun (PMDB-MS).

Alepe debate contratos das Organizações de Saúde

Na manhã de hoje, a Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular irá realizar, no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado, uma Audiência Pública, proposta pela deputada Socorro Pimentel (PSL), para ouvir os representantes das Organizações Sociais de Saúde (OSs), que atuam no Estado de Pernambuco, e esclarecer as relações contratuais estabelecidas pelas OSs com os prestadores de serviços.

Em fevereiro, Socorro Pimentel esteve no Sindicato dos Médicos de Pernambuco para uma reunião, onde foi discutida a forma de contrato que os médicos têm com o estado de Pernambuco, através das Organizações Sociais (OSs), bem como as más condições oferecidas aos profissionais e usuários dos serviços, o que motivou a realização da audiência.

Em tempo, foram convidados para participar da reunião, representantes das OSs que gerem as UPAs e Hospitais do Estado, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público de Pernambuco, Tribunal de Contas de Pernambuco, Cremepe, Simepe e Secretária de Saúde de Pernambuco.

Sesi/PE atua para valorizar o talento feminino no mercado de trabalho

10728-programa-mulher-trabalhadora-discute-igualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalhoO Serviço Social da Indústria de Pernambuco (Sesi/PE) atua para valorizar a participação feminina no mercado de trabalho. Enquanto no Brasil, apenas 11% dos cargos de lideranças são ocupados por mulheres, de acordo com pesquisa do Internacional Business Report (IBR), Women in Business (2016), no Sesi esse número chega a 33,33%, incluindo cargo de diretoria.

Além disso, no país, as mulheres ganham 76% do valor do salário dos homens exercendo a mesma função, segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (2016), no Sesi ambos os sexos recebem o mesmo valor. “Para nós o que conta é a competência e o talento, não o gênero. É esse o exemplo que desejamos deixar para o mercado”, afirma o superintendente da entidade, Nilo Simões.